[Crítica] Elysium

Armadyne Robot

Depois de Distrito 9 eu esperava o que o diretor Neil Blomkamp conseguiria fazer com um orçamento maior. Não foi dessa vez que vimos um filme para cinema de Halo, mas acabamos ganhando uma excelente história de ficção-cientiífica protagonizada por Matt Damon.

Elysium PosterNo ano de 2154 a Terra está superpopulosa e poluída, fato que causou um exôdo dos cidadãos mais ricos para Elysium, uma utópica colônia espacial onde não existe pobreza ou doença. Para evitar que cidadãos indesejados entrem na colônia, existe um minuncioso sistema de controle populacional feito sobre o dna de toda população terrestre, autorizando a entrada apenas daqueles com o código genético registrado em Elysium. Max (Matt Damon) é um morador de Los Angeles que após sofrer um acidente com radiação que tirará sua vida em 5 dias, decide se infiltrar em Elysium para usar uma das máquinas de cura de lá, mas para tanto ele precisa da ajuda de Spider (Wagner Moura), um espécie de revolucionário que envia pessoas para a colônia…por um preço.

O problema é que durante a missão acabam esbarrando nos planos da secretária de defesa Delacourt (Jodie Foster) responsável pelas leis anti-imigração de Elysium e capaz de tudo para manter seu modo de vida. Agora Max não precisa salvar apenas a sua vida, mas a de todos os necessitados da Terra.

Elysium action scene

Desde que vi a prévia de Elysium em Abril estava com grandes expectativas sobre a produção, especialmente quanto a participação dos brasileiros Alice Braga e Wagner Moura. Acabou que na película todas as atuações foram muito pontuais, Matt Damon não surpreende mas também não compromete a história, só que acaba deixando as melhores atuações para o elenco de coadjuvantes. Destaque para Sharlto Copley que vive um dos antagonistas mais insanos que vi nas telonas esse ano !

Elysium - Alice BragaAssim como em Distrito 9, o melhor de Elysium está na ambientação criada por Blomkamp, que novamente faz um paralelo com problemas sociais do mundo real e transforma a Terra numa grande favela devastada. O progonista, Max, é aquele cara que de forma violenta tenta conseguir algo de seu opressor, Krueger (Sharlto) é um representante da lei que protege um sistema tão torpe como ele, e Delacourt vive apenas para manter sua posição, utilizando a moral de que “aquele que pode pagar, é digno de morar em Elysium”. Bem, essa frase não é dita no filme mas demonstra claramente a mensagem que o diretor transmitiu.

Mas pra quem pouco importa-se com lições de moral e politicagens, Elysium também é um ótimo filme de ação com efeitos especiais competentes e cenas muito bem coreografadas e dirigidas. As batalhas em que Max usa seu exoesqueleto são todas muito legais, algumas com ângulos de câmera meio tortuosos, mas ainda sim muito críveis. Entrei na sala acreditando que os combates entre humanos e robôs seriam o foco das cenas de ação, mas são os seres de carne e osso que surpreendem com futuristas formas de matar.

Elysium
Ano: 2013
Direção: Neill Blomkamp
Elenco: Matt Damon, Alice Braga, Jodie Foster, Sharlto Copley, Wagner Moura
Duração: 109 minutos
Nota: 7

Anúncios

3 Respostas para “[Crítica] Elysium

  1. Parabéns pelo texto! Esse filme foi um deleite para quem curte a temática cyberpunk, principalmente de obras como o jogo Deus Ex e o anime Ghost In The Shell. Aqueles exoesqueletos estão impecáveis! o “Sharlito” de vilão foi fodástico, mal reconheci ele. E Jodie Foster mostrou que vai ser uma daquelas atrizes “velhas” bem fodonas, como Meryl Streep ou Glenn Close.

    Fiquei satisfeito com o filme, o único ponto que me incomodou um pouco foi a “superficialidade” com que Elysium foi mostrada, pode até ter sido a intenção, mas ficou bem estereotipada, acho que teria ficado mais legal se ela tivesse sido mostrada menos ou nem mostrada. Ou até mesmo se fosse um “conto de fadas”. No mais, filmaço! Mais uma vez, toda aquela ambientação na Terra, está nota 10!

    • A superficialidade de Elysium também me incomodou, acho até que se tivesse algum personagem que realmente morasse lá (um civil) e tivessem cenas dele transitando ou interagindo naquela utopia, seria mais fácil compreender o lugar…

  2. Acho que Elysium é uma produção que tem acompanhado as tendências de fazer uma ficção científica com crítica social, algo que andava meio perdido nos cinemas. A Outra Terra, Distrito 9, todos trazem uma crítica bastante contundente e o gênero precisava disso. Acho que para o que se propunha, Elysium atendeu às expectativas.

    PS: “atrizes velhas fodonas”. Sério?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s