Transformers: Zone

Transformers Zone

Apesar de Transformers ser um invento oriental, é inegável que os estadunidenses da Hasbro vendem a marca muito melhor que os japoneses. Explico: hoje em dia, quem fora os fãs mais ardorosos conhece algo além os filmes de Michael Bay, ou mesmo das animações do Cartoon Network ? Eu mesmo tenho pouco conhecimento desses desenhos, mas como um fã da franquia Transformers resolvi me enveredar pelo fabuloso universo criado apenas para os japoneses, que as vezes faz coisas muito boas…e outras coisas bem fracas, como Transformers: Zone.

Transformers Zone - DVD capaPrimeiro, uma breve contextualização. Após o término da série americana em 1986, a Takara resolveu bancar continuações exclusivas para o mercado ocidental, começando com Transformers Headmasters em 1987/88 (35 episódios), seguida por Super God-Masterforce em 1988/89 (42 episódios) e finalizando com Victory no mesmo ano, com 44 episódios. Porém os produtores não perceberam que poderiam estar saturando demais o público com uma nova animação por ano e dezenas de bonecos novos nas lojas todo mês, chegando ao ponto que em 1990 nenhuma criança japonesa queria mais assistir as aventuras dos robôs de Cybertron, fazendo com que a série Zone fosse cancelada e que seu único episódio concluído fosse lançado direto para vídeo em 1990.

Como os animes da Toei se diferenciaram demais da cronologia original, a história de Zone soará pouco familiar aos leitores, mas o conceito básico da franquia está ali, que são robôs gigantes se digladiando por algo que apenas a Terra possuí, enquanto os humanos agem como meros telespectadores. Em Zone, a história começa quando a entidade espacial Violenjiger ordena que os Decepticons viajem até a Terra para colher o mineral conhecido como Zodíaco, que unido ao Energon Z (a fonte de energia dos Transformers) adquire a capacidade de criar planetas ! Para impedi-los, os Autobots agora contam com novos heróis como o poderosos Dai Atlas e seu parceiro Sonic Bomber. Não reconheceu nenhum dos nomes ? Bom, eu também não, e aparentemente não foram personagens carismáticos o suficiente para perdurarem em outras mídias já que hoje mal são lembrados pelos fãs. Na verdade esses autobots foram concebidos de forma tão bizarra em seus designs e histórias, que em dado momento do episódio Dai Atlas invoca um “poder especial” que faz com que ele Sonic Bomber se fundam, mas ao invés de formar um novo robô, forma uma espécie de base armada bizarra que mesmo após um ataque aparentemente poderoso não fulmina o inimigo, precisando que Dai Atlas saia da formação e retire um Z gigante das costas para eliminar o último Decepticon.

E eu quase ia esquecendo do elenco de apoio humano, que nem ao menos serve para a molecada ter alguma identificação com a história. Esses coadjuvantes consistem num garoto que foi resgatado de um planeta destruído pelos Decepticons, um mascote, e uma menina terráquea que em poucos minutos aceita de bom grado deixar sua casa para visitar a base dos Autobots em outro planeta…

Decepticons - Transformers ZoneMas apesar de todos os problemas citados, muito do que considerei problemático aqui seria ignorado pelo verdadeiro público alvo: as crianças. Tudo nesse primeiro episódio acontece muito rápido e ao mesmo tempo didático, enquanto os robôs conversam fazendo caras e bocas bem típicas da animação japonesa, com piadas visuais meio sem graça a olhos ocidentais. Até os próprios vilões são bem caricatos, do tipo que mais fazem a criançada rir do que dão a impressão de ameaça real aos heróis. Se não houvesse uma saturação no próprio mercado que Transformers criou, talvez a brincadeira tivesse ido mais longe.

Zone foi a última série de TV a fazer parte do cânone original. Após isso, Transformers viveu um hiato televisivo até que os americanos criaram Beast Wars, em 1996.

Transformers: Zone
Direção: Hiromichi Matano
Duração: 30 minutos
Estúdio: Toei Animation
Ano: 1990
Nota: 3

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