[Crítica] Star Trek – Além da Escuridão

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Para muita gente Star Trek deixou de ser uma franquia de nicho em 2009, quando J.J. Abrams deu uma roupagem mais moderna e frenética para a tripulação da USS Enterprise. De volta a direção na continuação, já era de se esperar que o diretor ampliasse tudo o que atraiu a platéia no primeiro filme: muito mais ação, aventura, e um vilão fenomenal !

star-trek-into-darkness-A Enterprise é uma nave de exploração, e pelas leis da Frota Estelar não tem o direito de interferir com o desenvolvimento de outras culturas. Mas James T. Kirk (Chris Pine) não é do tipo que segue regras, e na mesma missão além de quebrar o protocolo para salvar um planeta da extinção, quase perde sua nave para resgatar uma única pessoa: Spock. O problema é que o vulcano interpreta seu salvamento como uma quebra das leis da Federação (e ele estava certo), e devido a seu relatório o Capitão é retirado de seu posto e o comando da Enterprise é dado ao Capitão Pike e Spock (Zachary Quinto) é transferido para uma outra nave. Tudo leva a crer que agora os dois seguirão em missões separadas, até o momento em que um misterioso terrorista explode uma biblioteca pública que tinha ligação secreta com a Federação. O que parecia ser um fato isolado logo se confirma como um movimento calculado, e pessoalmente o terrorista assassina vários membros do alto escalão da Frota Estelar. Com isso Kirk é readmitido como capitão da Enterprise e a nave é designada para uma missão de vingança. Dada a natureza da Enterprise, alguns membros da tripulação se recusam a aceitar tal missão, pois não são militares e tão pouco pretendem entrar em guerra contra alguém. E John Harrison, definitivamente não era um terrorista qualquer.

A nova fase de Jornada nas Estrelas nos cinemas a cada filme tenta se desvencilhar da imagem “chata” que tinham os antigos seriados, mesmo que para isso se ampare em muitos elementos clássicos. Mas é chover no molhado ficar citando referências a série clássica, sendo que a intenção da nova franquia é um outro público, certo ? Então vou me abster de comentários quanto a Jornada nas Estrelas 2 e 3 (1982 e 1984) e tratar Star Trek – Além da Escuridão como se deve: sem muito apego ao passado.

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Ninguém costuma relacionar ficção científica com filmes de ação, e é mesmo difícil encontrar algo no gênero que fuja disso. As melhores películas do estilo não tem a ação como chamariz (óbvio) e portanto não servem para o público do cinema atual, então se no primeiro filme do reboot de Star Trek tivemos muita ação, nesse temos MUITA ação, explosões, lutas, e aventura.

John_Harrison_in_LondonO vilão traz aos protagonistas questionamentos sérios e grandes conflitos, fazendo cada um extrapolar os limites daquilo que acreditam ser correto. Spock é o personagem que passa pelas maiores provações, o convívio com Kirk e sua namorada Uhura (Zoe Saldana) constantemente desafiam a sua lógica, pois o conceito de amor e amizade é algo que sua raça renega, pois são sentimentos que enfraquecem as pessoas. E John Harrison (numa atuação arrasadora de Benedict Cumberbatch) põem em cheque as escolhas de Spock, pois o terrorista navega facilmente entre uma criatura totalmente emocional para uma máquina de matar num piscar de olhos, hora cativando com uma aparente nobreza, hora assustando com sua crueldade. E não é um vilão gratuito, suas motivações são críveis e é fácil entender sua raiva da Frota Estelar, que nada pode fazer ante uma criatura superior que ela mesma criou. E o que vemos em quase todo o filme são grandes demonstrações dessa superioridade, fica claro para o expectador que Harrison está sempre pensando a frente de seus captores, mesmo que nunca saibamos exatamente qual seu objetivo final.

Contrabalanceando os dramas do elenco principal, novamente temos excelente participações cômicas do Dr. McCoy (Karl Urban)e Sr. Scott (Simon Pegg), que mesmo não concordando com as loucuras do capitão Kirk, estão sempre dispostos a ajuda-lo. Nisso os dois estavam praticamente reprisando os papéis do primeiro filme, ao contrário de Hikaru Sulu (John Cho), que demonstrava a cada momento um amadurecimento que o levará a um dia comandar sua própria nave…opa, disse que não ia citar a série clássica, mas não resisti 🙂

Talvez eu só não tenha dado 10 ao filme porque realmente não vi nada de novo nele, fui ao cinema já sabendo de muitos spoilers e acabei não sendo surpreendido com algumas revelações. Mas para quem nunca viu ou não se lembra dos filmes antigos, é certeza que a nota será máxima !

Star Trek – Além da Escuridão
Ano: 2013
Direção: J.J. Abrams
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Benedict Cumberbatch, Peter Weller
Duração: 130 minutos
Nota: 9,5

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2 Respostas para “[Crítica] Star Trek – Além da Escuridão

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