Gigantes de Aço (Real Steel)

Puxando de minha fraca memória, acho que desde “Distrito 9” e “Avatar” não assisti filmes que tivessem cenas realmente empolgantes envolvendo robôs. OK, Transformers 3 teve algumas! Quando fiquei sabendo do filme “Gigantes de Aço” (Real Steel), sinceramente torci o nariz, ainda mais depois de saber que constava no currículo do diretor: a série da Lassie e a franquia “Uma Noite no Museu”. Já meu amigo Rodrigo Candido, disse que este seria “o último filme que veria no cinema em 2011”. Tudo se inverteu: assisti Gigantes de Aço totalmente empolgado e o Rodrigo desistiu de ver o filme na tela grande, mas espero que depois de ler este post, ele possa mudar de ideia a tempo. Ou não.

Começando pelo plot: Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-boxeador que leva a vida fazendo dívidas e lutas de robôs clandestinas (ou “underground” se preferir). O sujeito é do tipo que não sabe a hora certa de parar e acaba sempre se dando mal. Ele recebe a notícia de que uma ex-namorada com quem teve um filho morreu. A tia (irmã da mãe) logo se prontifica a adotar o garoto mas, de acordo com as leis do Estado do Texas, é necessário o consentimento e autorização do pai. Ou seja, ele é intimado a comparecer ao Tribunal para que esta questão seja resolvida.

“OK, já sei o que acontece: ele vai lutar pela guarda de seu filho e essa vai ser sua maior motivação durante todo filme, certo?”

Errado! Ele chega atrasado ao tribunal, (na verdade nem iria se não fosse obrigado) pois já dá a entender que não está nem aí para Max (seu filho). Ao saber que a tia do garoto tem um marido muito rico, já começa a pensar em um forma de levar vantagem. Através de um blefe que joga no ricaço, consegue um acordo para faturar uma grana e sustentar seu vício de lutas de robôs. Porém, em troca, o tiozão quer que Charlie fique com o garoto durante um tempo, enquanto faz uma viagem que já tinha programado com sua esposa. Ele não recebe bem a ideia, mas como a grana fala mais alto, acaba aceitando de mal grado.

Mas Max (Dakota Goyo) que não é bobo nem nada, já saca tudo e dá a real: quer metade da grana que o seu tio deu para seu pai. No final das contas, o que acaba acontecendo é que o garoto (que é fanático por lutas de robôs), convence na marra e começa a acompanhar seu pai nos eventos de lutas de robôs. A frieza de Charlie perdura durante todo o filme. E quem faz a “escada” para tentar resgatar um pouco de sua humanidade, é Bailey Tallet (Evangeline Lilly, a Kate de Lost), que é filha do ex-treinador de Charlie.

O filme se passa num futuro próximo, porém com a tecnologia dos robôs muito mais aplicada, não no dia a dia, mas nas lutas. O que se percebe, é que depois do MMA, a humanidade queria ver algo mais intenso, mais violento e o caminho escolhido foi o de colocar robôs para lutarem até a “morte”. E ao invés de ficar se preocupando em nos inserir neste universo, o filme simplesmente segue seu caminho, isto o deixou muito mais dinâmico e anulou qualquer chance do espectador pegar no sono durante a sessão.

E este é o maior mérito de “Gigantes de Aço”, ele não pára. O personagem Max foi um grande acerto. Pois, com personagens infantis deste tipo, há uma linha muito tênue entre o legal e o irritante. Felizmente, Dakoto Goyo fez um bom trabalho: o pivete rouba a cena várias vezes, com tiradas sensacionais. Vale lembrar que a sessão que fui contava tanto com crianças bem novas, quanto pré-adolescentes. Durante os trailers, estes últimos estavam fazendo muito zona, mas quando o filme engrenou, não deram mais nenhum piu, tamanha a imersão que tiveram. Seu Madruga ficaria orgulhoso! Já os pequeninos, estavam se divertindo muito e uma garotinha de uns 4 ou 5 anos chamou a atenção: rindo, repetindo as piadas e até mesmo imitando os golpes dos robôs. 🙂 E por falar em imitações, elas são um dos pontos altos e mais divertidos de todo o filme, mas não revelarei mais para não estragar.

A trilha sonora é bem executada, quem gosta de Eminem, vai curtir! 🙂 Os efeitos visuais estão ótimos, bem aprazíveis aos olhos. Nada de furacões de ferro retorcido onde você não entende nada do que está acontecendo: Tudo é lúcido e muito bem colocado, não dando aquela discrepância entre o que é “real” e o que é CG. E o roteiro vai se abrindo caminho com vários jabs e fechando com um cruzado de direita, que leva os clichês à lona!
Não gosto de dar notas e não darei, mas se você gosta de robôs ou de bons filmes, este é um daqueles imperdíveis que merecem ser vistos no Cinema. Sei que não falei muito sobre os robôs no texto, mas acredite: aparecem muitos robôs e as lutas são memoráveis! Muitos podcasts e blogs estão fazendo comparações do filme com 2 obras de Sylvester Stallone: “Falcão – O Campeão dos Campeões” e “Rocky”. E faz sentido, com certeza teve uma boa quantidade de inspiração neles e isso não é negativo, muito pelo contrário. Espero que tenham gostado do texto e peço desculpa se me alonguei muito. Sintam-se à vontade para fazer comentários. Não só elogios, mas críticas também! Até a próxima!

4 Respostas para “Gigantes de Aço (Real Steel)

  1. Eu tmb não vi, mas depois desse post fiquei realmente com vontade de ver ao invés de baix…quer dizer, esperar o DVD! Embora os comparsas tenham me deixado na mão na segunda passada indo num horário inviável para mim, acho que se não viajar no feriado, vereio-o.

    Parabéns pelo retorno Frank e anda logo preparar outro post!

  2. Rapaz, desde que eu vi o trailer desse filme, fiquei ansioso pra ver. Quando o dia chegou, saí do cinema tão animado que mal podia me conter!

    Eu acho que em muito foi bem clichê, o que não quer dizer que é ruim, um clichê bem executado é válido e esse foi o caso (a história do pai desleixado que tem que cuidar do filho, o filho todo espertinho cheio de tiradas legais, enfim…).

    Mas a melhor coisa de todas foi a veracidade das lutas. Quero dizer o “peso” dos robôs. Enquanto em Transformers, você vê aquelas massas de metais se distorcendo, confusas, você não sabe bem o que está vendo… aqui não, aqui você “sente” os robôs saindo no braço até se arrebentar e isso é fantástico!!

  3. Concordo! Mesmo gostando da franquia antiga de Transformers, é exatamente isso que me incomoda “aquelas massas de metais se distorcendo”. O Real Steel ficou bem mais inteligível para se ver.

    Obrigado pelos comentários pessoal!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s