Break Blade

Publicado desde 2007 pela Blood FlexComix, Bureiku Braido é ambientado no continente desértico de Cruzon. Aqui todo ser humano tem a capacidade nata de manipular cristais, que são a única forma de energia conhecida pela sociedade. Essa manipulação é aceita como uma forma de magia, e os poucos que nascem sem esse dom são chamados de un-sorcerer. Por isso, o protagonista Raigatto Arrow é um completo inútil! O que pode fazer um homem sem nenhuma habilidade em magia, em um mundo que tudo depende disso?

Raigatto (ou Rygard) foi criado em uma fazenda de quartzo, numa região erma bem distante da capital. Com alguns empréstimos seu pai conseguiu meios de colocá-lo na Escola Militar de Assam, onde fez amizade com três alunos que em breve seriam personagens chave na guerra entre a Federação de Atenas e o Reino de Krishna: Hozuru, Zess e Shigwen, o seu grande amor. Após muitos anos cada um seguiu seu caminho, Raigatto continua um fazendeiro no deserto, Hozuru assume seu papel como rei, Shigwen torna-se uma das magas mais poderosas do reino… E esposa do rei! Zess, sempre calmo e contido no passado, torna-se um dos generais do país rival e a cada dia conquista mais e mais territórios, se preparando para invadir Krishna. 
É difícil fugir dos clichês, ainda mais se tratando de um trabalho voltado ao público masculino. Alem de um protagonista com uma fraqueza peculiar, há um triangulo amoroso, uma rivalidade entre amigos de infância, o antigo robô que só pode ser pilotado pelo herói, e até um mascote fofinho. Olhando superficialmente é fácil apontar os clichês, mas basta um olhar mais clinico pra vermos algo significativo: a ambientação e o uso de uma nova tecnologia.  Cada um de vocês como fãs de ficção cientifica (ou algo próximo disso) já pensaram o que seria da Terra sem os combustíveis e as demais formas de energia conhecidas, como derivados do petróleo ou a eletricidade gerada por hidroelétricas… Break Blade parte do ponto em que sempre a humanidade dependeu dos cristais, mas poucas pessoas têm o conhecimento que isso não era essencial em tempos remotos. Por quê? O que ocorreu pra torná-los dependentes da magia? Essas questões são o que movem nosso olhar para a história, sendo os personagens principais quase que coadjuvantes da saga do Continente Cruzon.

E claro que tenho que destacar o visual dos golems, os mechas deste universo.  Como o mangá se passa no deserto, achei acertado o autor não ter feito equipamentos muito coloridos ou com detalhes mecânicos aparentemente sem função, que só serviriam pra se entupirem de areia. O design é funcional, tudo fica entre o branco e tons pastéis, o que dá uma camuflagem natural ás cidades e suas maquinas gigantes de guerra.

Quanto ao traço dos personagens, ele pode decepcionar um pouco. Não diria que é ruim, mas está longe de ser a característica mais marcante deste trabalho, pois Yonosuke Yoshinaga consegue transmitir as emoções que quer em poucas linhas, mas os personagens não chegam a cativar (visualmente) na primeira leitura.

Break Blade é um mangá ainda em publicação, atualmente tem 7 volumes encadernados e um OVA (Original Vídeo Animation) em 6 partes. Não comentei o anime porque por enquanto só estou acompanhando seriamente o mangá, mas o pouco que vi me surpreendeu pela qualidade da animação e da trilha sonora. Que já tiver visto tudo comente aí e diga se difere muito da versão em celulose 🙂

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6 Respostas para “Break Blade

  1. Que legal seu blog, cara! Eu sou o blogueiro do Boteco Gamer, você comentou lá mas nem disse que tinha um blog… xD
    Eu não sou nenhuma expert em robôs ou algo do tipo mas fico surpreso com toda a tecnologia, e achei seu blog muito interessante, parabéns! 😀

  2. Muito legal o visual dos personagens… Mas só queria que não tivesse SEMPRE algo a me incomodar…

    Os robôs são foda, nem tem o que dizer, mas por que SEMPRE tem que Fan service mostrando menininhas seminuas? tava vendo umas imagens na net e porra! Tem mais fotos da menininhas peladas que dos robôs!

  3. Diogo, acho que sua meta é procurar erros nos animes de robô, não tem jeito hehehe

    O mangá/anime tem pouquíssimo fanservice, se você der outra olhada no google images verá que boa parte desse material é feito por fãs. As partes em anime são alguns frames que algum otaku pervertido teve o trabalho de recortar e postar, garanto que a animação é longe de ser um hentai 🙂

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