Audaz, o Demolidor

O Mundo Robô agora é Super Mundo Robô ! De casa nova e de novo visual (mesmo que temporário) cá estamos de volta em minha empreitada de mapear o máximo possível, dentro dos limites humanos, esse rico universo de histórias fantásticas… ou nem tão fantásticas assim. Para não passar em branco a semana da pátria, uma breve matéria sobre um clássico robô gigante nacional: Audaz, o Demolidor !

Criado em 1939 pelo ilustrador Messias de Melo, Audaz era um robozão pilotado pelo Dr. Blum, seu amigo Greggor e o garoto Jacques. Por “pilotado” esqueçam o conceito que temos de cockpit, pois a cabeça do Audaz era praticamente um grande laboratório de onde a trupe comandava os movimentos dele. Como na maioria das tiras do período, as tramas eram aventuras de combate ao crime, o que contrastava com o imenso poder do Audaz, maior que os maiores arranha-céus. Para mim  o maior destaque é mesmo a arte de Melo, que já desenhava quadrinhos desde 1932 e era autor de inúmeros outros projetos envolvendo ilustração.
Embora eu só tenha lido uma história do Audaz, vejo como foi uma ideia promissora que poderia ter ido muito longe… afinal era um grande diferencial entre quadrinhos de humor e de heróis, até talvez o motivo da série não ter perdurado. Mas consigo ver um título desses, devidamente atualizado, em nossa bancas 🙂
Só que quando pensamos no gênero super robôs, automaticamente nos lembramos de mangás. De certa forma esse é um conceito tomado pelos fãs da cultura pop oriental, pois convenhamos que no ocidente os Transformers (e não falo só dos filmes do Michael Bay) são bem mais populares e vendáveis do que Gundam ou Mazinger. Mas o que diriam se um dos primeiros personagens feitos nesses moldes tivesse sido feito no Brasil, antes de todos os animes e filmes de robô que conhecemos? Na internet há uma discussão ferrenha entre defensores e estudiosos da HQ nacional, afirmando que Audaz foi o primeiro robô gigante pilotado das historias em quadrinhos… eu não tenho certeza dessa ideia, e nem prova do contrário.  Joe Shuster (criador do Superman) tem uma história de 1936 chamada Federal Men, em que robôs gigantes invadem uma cidade. O que não quer dizer que nenhum japonês, brasileiro, chinês ou mexicano tenha feito algo assim muito antes, certo ? Infelizmente é muito difícil localizar edições de quadrinhos tão antigos,  o que hoje alguns consideram pioneiro, na época pode ter sido apenas mais um história que não fez sucesso suficiente pra continuar sendo publicada. O valor de tais histórias é inegável, porém gostar ou não do material é outra conversa.
E quem aí souber onde encontrar outras histórias de Audaz – o Demolidor, me avise. Antes que eu comece a fazer as minhas próprias versões do personagem.
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7 Respostas para “Audaz, o Demolidor

  1. E aí mano! Voltou para o blogger mesmo, heheheh. Legal que agora está com domínio próprio. 🙂

    O que mais me surpreendeu, não foi nem o fato de existir uma HQ nacional de robô, mas sim de existir uma HQ nacional de robô nos anos 30!!!

    Ótimo trabalho!

  2. Sensacional!!!
    Prosperidade na Nova Casa!
    Realmente a arte de Messias de Melo é estupenda!!
    E Assim como foi falado pelo mano Frank Castle, o fato de ter sido feita nos anos trinta é embasbacante!!

    Sucesso!!!

  3. agora vai!!
    caraca mano que surpresas esse (agora) site nos trás!!! nem fazia idéia da existência desse personagem! realmente fiquei abismado com a idade dele e ainda mais por ser brasileiro!!!
    Parabéns pelo resgate e se realmente não achar mais nada sobre ele sou o primeiro a apoiar uma versão sua!!!

  4. Olha, o Brasil é extremamente pioneiro nas coisas, pena que não temos o devido reconhecimento e nossos “defensores” se limitam a ficar com mimimis, falando em fotologs (ARGH) o quanto são fodões e não fazem nada para ajudar no reconhecimento de trabalhos como esse.

    Cara, o site tá indo bem pra caramba, com várias informações que eu desconhecia!

    Ah sim! Tem um cara que pretendia fazer uma nova versão do audaz, mas não tem nada no blog do cara desde o ano passado, então…

  5. Audaz era o espírito da Gazetinha e o personagem morreu quando a revista deixou de existir.Depois, vieram os importados, tão baratinhos…mas aí todo mundo já sabe o que aconteceu.Estou digitalizando todas as histórias que meu pai, Messias de Mello ilustrou desse personagem. Pra quem tiver alguma curiosidade, aí vão os endereços:

    http://www.flickr.com/photos/messiasmello

    http://artistamessiasdemello.blogspot.com.br/

    abraços!

    Daniel Messias

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